domingo, 11 de julho de 2010

Dentro da Noite

Dentro da noite a vida canta
E esgarca nevoas ao luar...
Fosco minguante o vale encanta.
Morreu pecando alguma santa..
A água nao para de chorar.

Há um amavio esperso no ar...
Donde virá ternura tanta ?
Paira um sossego singular
Dentro da noite...

Sinto no meu violao vibrar
A alma penada de uma infanta
Que definhou do mal de amar...
Ouve...dir-se-ia uma garganta
súplice,triste,a solucar

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